testosterona em mulheres: Qual a Função e o que Acontece Quando Está Baixa

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Quando se fala em testosterona, a primeira associação que vem à mente é: hormônio masculino, músculos, pelos, virilidade. Por isso, muitas mulheres se surpreendem ao descobrir que também produzem testosterona – e que ela é fundamental para sua saúde física e mental.

A verdade é que a testosterona em mulheres atua em diversas funções no corpo feminino: desde o desejo sexual até a disposição para as tarefas do dia a dia, passando pela manutenção da massa muscular, da saúde óssea e até do humor.

No entanto, os níveis desse hormônio caem naturalmente com a idade, especialmente na perimenopausa e menopausa. Quando essa queda é acentuada, pode trazer uma série de sintomas que muitas mulheres desconhecem – e, por isso, não associam a um desequilíbrio hormonal.

O Que é Testosterona e Como Ela Atua no Corpo Feminino?

A testosterona é um hormônio esteroide pertencente ao grupo dos andrógenos. Apesar de serem conhecidos como “hormônios masculinos”, os andrógenos são produzidos naturalmente pelo corpo da mulher, embora em quantidades muito menores do que nos homens.

Produção no Corpo Feminino

Nas mulheres, a testosterona é produzida por três fontes principais:

  • Ovários: Responsáveis por cerca de 25% da produção.
  • Glândulas suprarrenais (adrenais): Responsáveis por outros 25%.
  • Tecidos periféricos: Os 50% restantes são produzidos pela conversão de outros hormônios (como a androstenediona) em testosterona nos tecidos do corpo (gordura, pele, etc.).

A produção não é constante. Ela varia ao longo do ciclo menstrual (com um pico próximo à ovulação) e diminui gradualmente com a idade.

7 Funções da Testosterona no Corpo Feminino

Longe de ser um “hormônio estranho” ao organismo feminino, a testosterona desempenha papéis cruciais:

1. Libido e Desejo Sexual

Este é o papel mais conhecido. A testosterona é fundamental para o desejo sexual feminino, a excitação e a resposta ao estímulo sexual. Níveis adequados estão associados a uma vida sexual saudável e satisfatória.

2. Energia e Disposição

A testosterona atua como um estimulante natural. Mulheres com níveis adequados tendem a se sentir mais dispostas, com “pique” para as atividades do dia a dia. A queda desse hormônio está frequentemente associada à fadiga inexplicável.

3. Força e Massa Muscular

Assim como nos homens, a testosterona nas mulheres contribui para a manutenção da massa magra e da força muscular. Isso é importante não só esteticamente, mas também para o metabolismo (músculo queima mais calorias) e para a prevenção de quedas na terceira idade.

4. Saúde Óssea

A testosterona ajuda a manter a densidade mineral dos ossos. Com a queda hormonal na menopausa (tanto de estrogênio quanto de testosterona), as mulheres ficam mais suscetíveis à osteoporose.

5. Humor e Bem-Estar

Estudos sugerem que a testosterona tem efeito modulador sobre o humor. Níveis baixos estão associados a maior irritabilidade, alterações de humor e até sintomas depressivos.

6. Cognição e Memória

Há evidências de que a testosterona possa ter um papel protetor sobre as funções cognitivas, incluindo memória e clareza mental. Muitas mulheres na perimenopausa relatam a famosa “névoa mental” – e a queda hormonal pode ser um dos fatores envolvidos.

7. Motivação e Competitividade

A testosterona está ligada à motivação, à iniciativa e até a certo grau de competitividade saudável. Ela nos impulsiona a buscar objetivos e a persistir diante de desafios.

Dica Prática:

A testosterona não atua sozinha. Ela faz parte de um sistema hormonal complexo e integrado. Por isso, os sintomas de desequilíbrio raramente são isolados – geralmente vêm acompanhados de outras alterações.

O Que Acontece Quando a Testosterona Está Baixa?

A queda da testosterona é um processo natural do envelhecimento. A partir dos 30 anos, os níveis começam a diminuir gradualmente. No entanto, em algumas mulheres, essa queda é mais acentuada e pode trazer sintomas significativos, especialmente na perimenopausa (transição para a menopausa) e na menopausa.

Sintomas de Testosterona Baixa em Mulheres

Os sintomas podem ser físicos, emocionais e sexuais:

CategoriaSintomas
SexuaisQueda da libido (falta de desejo), dificuldade de excitação, diminuição da sensibilidade genital, orgasmos menos intensos ou mais difíceis de alcançar
FísicosFadiga persistente (mesmo dormindo bem), perda de força muscular, aumento da gordura abdominal, queda de cabelo (especialmente na região frontal), pele mais seca e sem viço
EmocionaisIrritabilidade, alterações de humor, desânimo, falta de motivação, dificuldade de concentração (“névoa mental”)
MetabólicosMaior dificuldade para ganhar massa muscular (mesmo com exercícios), ossos mais frágeis (osteopenia/osteoporose)

Atenção:

Muitos desses sintomas são comuns a outras condições: estresse, depressão, problemas de tireoide, deficiência de vitaminas (como vitamina D e ferro). Por isso, o diagnóstico de testosterona baixa deve ser feito por um médico, após exames e avaliação clínica completa. Nunca se automedique.

Causas da Queda da Testosterona

Além do envelhecimento natural, outros fatores podem contribuir para níveis baixos:

  • Menopausa (natural ou cirúrgica): A queda dos hormônios ovarianos afeta também a testosterona. Na menopausa cirúrgica (remoção dos ovários), a queda pode ser abrupta e mais intensa.
  • Uso de anticoncepcionais hormonais: Pílulas anticoncepcionais (especialmente as combinadas) aumentam a produção de SHBG (a proteína que “prende” a testosterona), reduzindo a testosterona livre disponível .
  • Estresse crônico: O estresse eleva o cortisol, e o organismo pode “desviar” a produção de hormônios sexuais para priorizar o cortisol.
  • Doenças crônicas: Insuficiência adrenal, hipopituitarismo, doenças autoimunes.
  • Medicamentos: Corticosteroides, opioides, alguns antidepressivos.
  • Ooforectomia (remoção dos ovários): Cirurgia que remove a principal fonte de produção.

Diagnóstico: Como Saber se a Testosterona Está Baixa?

O diagnóstico é clínico e laboratorial. Ou seja: não basta ter exame alterado; é preciso ter sintomas compatíveis. E não basta ter sintomas; é preciso confirmar com exames.

Exames de Sangue

  • Testosterona total: Mede toda a testosterona circulante (ligada + livre).
  • Testosterona livre: Mede a fração ativa, disponível para agir nos tecidos. Este é o parâmetro mais importante para avaliar sintomas.
  • SHBG: A globulina ligadora de hormônios sexuais. Se estiver alta, mesmo com testosterona total normal, a livre pode estar baixa.
  • Outros hormônios: O médico pode solicitar FSH, LH, estradiol, prolactina, cortisol, tireoide, para um panorama completo.

Importante: Não existe um valor de “normalidade” único e universal. Os laboratórios fornecem faixas de referência, mas a interpretação deve ser feita pelo médico, considerando a idade, os sintomas e o contexto da paciente.

Alerta Médico:

A reposição de testosterona em mulheres é um tema controverso e deve ser tratada com extremo cuidado. No Brasil, não existem fórmulas comerciais de testosterona aprovadas pela Anvisa especificamente para uso feminino. O que existe é o uso off-label de versões masculinas em doses muito baixas, sempre manipuladas e sob prescrição médica rigorosa. Nunca compre testosterona por conta própria ou use a versão do seu marido/namorado.

Testosterona na Menopausa: O Que Muda?

Durante a menopausa, os ovários reduzem drasticamente a produção de estrogênio e progesterona. A testosterona também cai, mas de forma mais gradual. Para muitas mulheres, essa queda combinada contribui para os sintomas da climatério:

A terapia hormonal da menopausa (TH) tradicionalmente repõe estrogênio e progesterona. Em alguns casos, quando os sintomas de queda de libido persistem mesmo com a TH adequada, o médico pode considerar a adição de testosterona (sempre em doses baixíssimas e manipuladas) .

Maneiras Naturais de Equilibrar a Testosterona

Antes de pensar em reposição hormonal, existem estratégias de estilo de vida que podem ajudar a manter níveis saudáveis:

1. Alimentação Equilibrada

  • Gorduras boas: A testosterona é produzida a partir do colesterol. Dietas muito restritivas em gordura podem prejudicar a produção hormonal. Inclua abacate, azeite, castanhas, ovos.
  • Zinco: Mineral essencial para a produção de testosterona. Fontes: ostras, carnes vermelhas magras, sementes de abóbora, castanha-de-caju.
  • Magnésio: Importante para a testosterona livre. Fontes: sementes, amêndoas, espinafre, banana.
  • Vitamina D: Estudos associam níveis adequados de vitamina D a níveis saudáveis de testosterona. Sol moderado e alimentos como peixes gordos e ovos.

2. Exercício Físico

  • Treinamento de força (musculação): Exercícios com pesos são os mais eficazes para estimular a produção de testosterona.
  • HIIT (treino intervalado de alta intensidade): Também pode ter efeito positivo.
  • Cuidado com excesso de cardio: Exercícios aeróbicos em excesso (como corridas muito longas) podem elevar o cortisol e prejudicar a testosterona.

3. Sono de Qualidade

Dormir mal aumenta o cortisol e reduz a testosterona. Priorize 7-9 horas de sono por noite.

4. Gerenciamento do Estresse

Estresse crônico eleva cortisol e “rouba” a matéria-prima para produção de testosterona. Técnicas como meditação, ioga e momentos de lazer são fundamentais.

5. Modere o Álcool

O consumo excessivo de álcool prejudica a produção hormonal e a função hepática (fígado), afetando o equilíbrio hormonal como um todo.

Perguntas Frequentes

Mulher pode tomar testosterona?

Sim, mas apenas sob prescrição médica rigorosa, em situações específicas (como queda acentuada de libido na menopausa que não responde a outras intervenções). As doses são muito baixas (cerca de um décimo da dose masculina) e a fórmula é manipulada.

Quais os riscos da reposição de testosterona em mulheres?

Se usada inadequadamente ou em doses altas, pode causar efeitos colaterais: acne, oleosidade da pele, aumento de pelos (hirsutismo), engrossamento da voz, queda de cabelo (na cabeça), alterações no colesterol. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

Anticoncepcional pode baixar a testosterona?

Sim. Pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogênio + progesterona) aumentam a produção de SHBG, que “prende” a testosterona, reduzindo a fração livre. Mulheres que sentem queda de libido com o anticoncepcional podem conversar com o ginecologista sobre outras opções.

Existe testosterona específica para mulheres?

No Brasil, não há marcas comerciais de testosterona aprovadas pela Anvisa com indicação específica para mulheres. O que existe é o uso de fórmulas manipuladas, preparadas em farmácias de manipulação com doses baixíssimas, sob prescrição médica.

Como saber se preciso repor testosterona?

Através de avaliação médica completa: sintomas + exame físico + exames laboratoriais. A decisão de repor (ou não) é individualizada e leva em conta os benefícios e riscos para cada paciente.

Quais profissionais tratar a testosterona baixa?

Endocrinologistas e ginecologistas (especialistas em endocrinologia ginecológica) são os mais indicados para avaliar e tratar desequilíbrios hormonais.

Conclusão

A testosterona é um hormônio feminino, sim. E ela desempenha papéis fundamentais que vão muito além da libido: energia, força muscular, saúde óssea, humor e clareza mental dependem, em parte, desse hormônio.

Compreender seu funcionamento é um passo importante para o autocuidado. Muitas mulheres sofrem com sintomas como cansaço inexplicável, falta de desejo e desânimo sem saber que podem estar relacionados a desequilíbrios hormonais – e que existe ajuda disponível.

Se você se identificou com os sintomas descritos, não normalize o sofrimento. Busque um endocrinologista ou ginecologista de confiança, faça uma avaliação completa e, juntas, vocês poderão encontrar o melhor caminho para o seu equilíbrio hormonal.

REFERÊNCIAS


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